Feedback - Considerações Finais
Silvio Celestino em 16 de Fevereiro de 2009 @ 00:01 | Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 772
A qualidade de vida de uma pessoa depende da experiência a que é submetida no ambiente de trabalho. A maioria dedica mais de 80% do seu tempo acordado a ele, sendo assim, não há nada que possa fazer nos 20% restantes que compensem. Esta qualidade é diretamente proporcional aos diálogos que participa. Se alguém pretende diminuir seu estresse, deve preocupar-se conscientemente com as palavras que ouve e principalmente que pronuncia. Portanto, não são apenas os subordinados que se estressam ao receberem um feedback inapropriado, com expressões duras, rótulos depreciativos e frases constrangedoras, o próprio líder se submete a estas experiências ao provocá-las. Sendo assim, experimentar outras formas de dar um feedback, tendo como foco o desenvolvimento dos profissionais e não sua repreensão eleva a qualidade de vida de todos os envolvidos.
Negócios são perdidos, pessoas adoecem, laços e compromissos são quebrados simplesmente pela falta de domínio emocional de líderes. Alguém que deseja criar um ambiente participativo deve aprender a selecionar as pessoas apropriadas à equipe, desenvolvê-las a partir de um diálogo participativo e inspirador, avaliá-las por critérios objetivos a partir dos propósitos organizacionais. Mesmo no momento de demissão, o feedback deve ser o mais respeitoso possível. Muitos líderes possuem propósitos relevantes mas simplesmente não conseguem inspirar e conquistar as pessoas que precisam. Nenhum momento causa tanto dano ao resultado empresarial quanto o feedback mal dado. Em casos extremos gera o sentimento de humilhação na pessoa e sua reação neste caso pode ser imprevisível e desproporcional. Algumas se transformam em ferrenhas inimigas da empresa, partem para concorrentes que se tornam perigosos por conhecerem questões estratégicas. Enfim, um feedback mal dado é um péssimo negócio.
Além disso, interessar-se em aprimorar-se como pessoa, adquirindo níveis cada vez mais elevados de desenvolvimento humano e consciência é um propósito que traz grandes benefícios ao líder. Seja para suporar a solidão da liderança, para crescer de forma a fazer frente a desafios cada vez maiores ou simplesmente para aprender a lidar com pessoas com menor gasto de energia. Evoluir como líder não significa necessariamente endurecer como pessoa. Nenhuma experiência é mais gratificante que desenvolver seres humanos, especialmente outros líderes. O feedback é um grande momento para isto para quem se interessa em aprendê-lo apropriadamente.
Desenvolver pessoas significa desenvolver o mundo!
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