Arquivo de Março de 2008

A essência do destino

Silvio Celestino em 24 de Março de 2008 @ 06:00

A beleza da internet está em fazer chegar até nós idéias que de outro modo ficariam escondidas. Li uma frase em um site que me fez refletir sobre o destino e gostaria de compartilhar com você:

“Vigie seus pensamentos, para que eles se transformem em suas palavras.” Seus pensamentos são responsáveis pela forma como você vivencia suas experiências. No mundo executivo você está sujeito a muitas críticas, avaliações, comentários e comparações. Caso se deixe levar por muitos aspectos negativos a seu respeito, sua experiência de vida será empobrecida, triste e por vezes sem sentido. Sua mente tem a capacidade infinita de criar pensamentos, mas é você quem define os critérios para selecionar aqueles aos quais dará voz e os que silenciará. Decida-se por aqueles que lhe dão alegria, poder, serenidade e energia em todos os momentos. Esqueça os que colocam uma lupa em seus defeitos e negatividades.

“Escolha suas palavras, para que elas se transformem em seus atos.” A intenção da experiência que deseja proporcionar aos que rodeiam você deve servir de guia às suas palavras e aos seus atos. A integridade que busca em sua vida é aquela que torna seus atos congruentes com suas palavras. Lembre-se que o que os profissionais vendem uns aos outros em todos os momentos é a sua credibilidade. Ela advém da sua capacidade de declarar quem é ou o que faz e agir alinhado a esta declaração em todos os momentos. Tenha propósitos elevados para si e para as pessoas ao seu redor e alinhe suas palavras a eles. Sua experiência de vida e dos que o cercam dependem do quão elevados são seus propósitos e do quanto eles são relevantes a todos.

“Entenda suas ações para que elas se transformem em seus hábitos.” Muito dos problemas a que a pessoa se submete está relacionada a seus hábitos. Alguns médicos inclusive entendem que os nomes das doenças deveriam ser alterados pela descrição dos hábitos que as produzem. Por exemplo, ao invés de síndrome do pânico: conseqüência do hábito de trabalhar mais de 10h diárias por anos a fio sem o devido descanso. Ao invés de doença cardiovascular: conseqüência do hábito de pouco tempo de exercícios físicos na semana. E assim por diante. Mas, ao invés de focar sua mente para evitar as doenças, é melhor concentrar-se em desenvolver os hábitos saudáveis em termos físicos, mentais, psicológicos, espirituais e profissionais. Entender os hábitos que deve reforçar e abolir aqueles que empobrecem sua experiência de vida deve ser uma ação constante e consistente ao longo do tempo. Até que elas reflitam com elegância a intenção de seus propósitos.

“Estude seus hábitos para que eles se transformem em seu caráter.” Seja reconhecido pela nobreza de seus atos, pela beleza de suas palavras e pela elegância de seus pensamentos. Refletidos em seu caráter, iluminarão suas visões do futuro e permitirão a você fazer escolhas conscientes para que ele se realize no momento presente, sendo a brisa que lhe toca de forma a sempre gerar-lhe energia e na direção que deseja. Dirigir sua vida por seu futuro é agarrar o volante e parar de segurar o espelho retrovisor pensando ser ele o responsável pela direção de sua vida. Compare o tamanho do pára-brisa do seu carro com o do espelho retrovisor e veja se esta imagem não lhe diz algo sobre no que deveria prestar mais atenção ao dirigir sua vida.

“Desenvolva seu caráter para que ele se transforme em seu destino.” A construção do caráter é a obra prima pela qual deseja ser reconhecido. Seus detalhes, nuances, exclusividade, beleza e impacto são únicos. Faça dele algo digno de ser reconhecido por todos e orgulhe-se da vida e carreira que constrói a cada dia, a cada desafio. Você é único e assim deve viver.

Em resumo: “Vigie seus pensamentos, para que se transformem em suas palavras. Escolha suas palavras, para que se transformem em seus atos. Entenda seus atos para que se transformem em seus hábitos. Estude seus hábitos para que se transformem em seu caráter. Desenvolva seu caráter para que se transforme em seu destino.”

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Citação - Autor desconhecido

Silvio Celestino em 17 de Março de 2008 @ 06:00

A Essência do Destino

Vigie seus pensamentos, para que se transformem em suas palavras.
Escolha suas palavras, para que se transformem em seus atos.
Entenda seus atos, para que se transformem em seus hábitos.
Estude seus hábitos, para que se transformem em seu caráter.
Desenvolva seu caráter, para que se transforme em seu destino.

The Essence of Destiny

“Watch your thoughts, for they become words.
Choose your words,for they become your actions.
Understand your actions, for they become habits.
Study your habits, for they become your character.
Develop your character, for it becomes your destiny.”


Author unknown

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Em sua carreira, não leve gol feito com a mão

Silvio Celestino em 10 de Março de 2008 @ 06:00

Como este blog é direcionada tanto ao público masculino quanto feminino e algumas mulheres não apreciam o futebol ou a Fórmula 1, peço licença a estas para fazer algumas analogias com estes esportes para explicar um momento muito difícil de nossas vidas profissionais: quando a deslealdade nos atinge.

Para os aficionados por futebol a cena é antológica: na copa do Mundo de 1.986 no jogo Argentina e Inglaterra, assim descreve Ricardo Acampora, repórter da BBC, o gol argentino: “Foi um gol de mão, de Maradona, que decidiu a partida. Maradona disputou de cabeça uma bola com o goleiro Shilton e usou a mão para tocar a bola para as redes”. Teriam as regras do futebol sido suspensas naquele jogo ? No futebol vale gol com a mão ?

Vamos retroceder mais um pouco. Copa do mundo de 1.970, a partida semi-final é Brasil e Uruguai, o zagueiro Dagoberto Fontes corre em direção a Pelé que avança pela lateral esquerda do campo. Ao perceber a aproximação, Pelé desfere uma cotovelada no rosto do adversário. Ambos vão ao chão e o juiz marca falta… contra o Uruguai ! Teriam as regras do esporte sido subvertidas pelo Rei do futebol ? Vale cotovelada ?

Mudemos de esporte: fórmula 1. Final do campeonato de 1.990. Ayrton Senna larga na Pole Position, Alain Prost da França é segundo. Na pista de Suzuka, no Japão, a primeira curva é para a direita. Senna vem pelo lado direito, Prost pela esquerda. Sinal verde… largada ! Prost toma a ponta e Ayrton segue em sua direção sem fazer a curva, colidem violentamente e ambos saem da prova: Senna é campeão. Um ano depois Ayrton revelaria em entrevista polêmica que de fato jogou o carro em Prost para ganhar o campeonato. Teria Senna tornado-se um sujeito desleal a ponto de assumir tamanho risco para não deixar Prost ganhar ?

Nada disso, na vida não temos como escolher todas as pessoas com as quais iremos nos relacionar. Por vezes para se conseguir o que se quer você terá de fazer o que não gosta, por exemplo: expor-se a indivíduos desleais. Neste contexto, e somente neste contexto, você precisará saber algo que é muito mal compreendido inclusive por esportistas. Existe diferença entre jogo e regra do jogo. Se você não for capaz de fazer esta distinção viverá a experiência de que é cercado por pessoas desleais e que a vida é injusta. Muitos ao final de sua carreira se ressentem de ter sido passados para trás por indivíduos desonestos. Realmente é lamentável a existência de pessoas que não jogam pelas regras. Entretanto, nosso papel é incentivar as pessoas éticas a ser capazes de jogar com estes indivíduos e ganhar. Se quisermos um mundo melhor temos de fazer com que as pessoas se preparem para o jogo real da vida. Saber as regras é apenas parte do jogo, na arena muita coisa acontece que não está escrito em regra alguma.

Para ser vitorioso você terá de ganhar de todos – como Pelé e Ayrton - inclusive daqueles indivíduos que fraudam as regras. Se no futebol onde há câmeras filmando os jogadores fazem trapaças, imagine no seu local de trabalho onde a maioria das ações não são filmadas e não há replay. Portanto, saiba se proteger como Pelé o fez, ou às vezes ser agressiva como Ayrton Senna. No caso de Pelé, o jogador Uruguaio já havia pisado nele anteriormente deixando claro suas intenções de feri-lo no jogo, portanto o que Pelé fez foi se defender. No caso de Ayrton o diretor da prova colocou o primeiro colocado dos treinos (no caso ele) na posição onde a pista é mais suja e portanto onde o carro patina na largada (por isto Ayrton foi ultrapassado por Prost) – ou seja, o juiz da competição estava interferindo no resultado.

Portanto, para defender-se saiba avaliar apropriadamente as pessoas ao seu redor (como fez Pelé). Neste sentido, tome muito cuidado com suas emoções e no caso das mulheres com o famoso sexto sentido, avalie a pessoa buscando evidências do pouco compromisso dela com as regras. No mundo corporativo isto se revela naquelas que evitam assumir compromissos, assinar contratos, confirmar o que falaram, fazer o que combinaram. Algumas ainda usam o antiquado “comigo é no fio do bigode”. Não caia nessa: pessoas confiáveis agem em acordo com suas palavras, quando apropriado assinam contratos e assumem compromissos formalmente. Uma sugestão, quando encontrar pessoas assim, mantenha um registro do que foi acertado com você e seja duro caso ela descumpra. Hoje com e-mail isto não é muito difícil de se fazer.

Não se esqueça de saber quem é o juiz no caso de você ser trapaceado (como ocorreu com Ayrton). Afinal, por vezes a pessoa desleal está com ele ou é ele.

Entretanto, observe que quando alguém desleal é impedido de executar sua ação ele volta a jogar pelas regras do jogo – que é o que todos nós desejamos. Paradoxalmente, uma boa forma de se defender destas pessoas é saber em detalhes como o jogo e as regras funcionam e saber utilizá-las contra elas sempre que necessário. Saiba que as pessoas desleais esperam que você só conheça as regras e não o jogo pois assim estará sob controle. Portanto, surpreenda a todos positivamente: mostre que sabe vencer com a elegância das regras e na dura arena do jogo profissional.

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Um brinde ao dia internacional da mulher… Executiva

Silvio Celestino em 4 de Março de 2008 @ 06:00

Não estou muito certo de que há um dia no ano em que não deveríamos celebrar as mulheres. Todavia, oficialmente o dia 8 de março é considerado o dia internacional da mulher.

Quando olhamos as executivas, aquelas que já chegaram ao topo ou estão a caminho, é difícil não admirar estas extraordinárias profissionais por sua coragem.

Aqui compartilho algumas experiências inspiradoras que observei nestes anos de apoio a algumas destas líderes:

A primeira que tive oportunidade de treinar tinha como meta aumentar o faturamento de sua empresa. Entretanto, com duas semanas de coaching sua irmã entrou em estado terminal de câncer. O que originalmente seria um coaching executivo (processo dedicado a desenvolver competências de liderança empresarial) passou para coaching de vida (direcionado a desenvolver competências em outras áreas). Observar duas pessoas que se amavam passar seus últimos dias juntas foi para mim uma experiência transformadora. Até então avaliava a importância de um evento profissional mais pelos aspectos tangíveis – como valores envolvidos, por exemplo. Mas ali havia sido testemunha de algo que me remetia à essência da existência de todos: a finitude de nossas vidas e daqueles que amamos. Na verdade quando ela agradeceu-me pelo apoio naqueles dias percebi o enorme amadurecimento que me proporcionara. Cerca de um mês após o falecimento de sua irmã focou-se novamente no processo executivo e triplicou as vendas de sua empresa. Um resultado extraordinário após tudo que passara. Empreendedora singular e o mais interessante, que transmite muita alegria a todos que a cercam.

Em algumas empresas existe somente uma mulher no conselho de diretores. São desbravadoras e como todos desbravadores passaram e passam por situações difíceis, arriscadas e muitas vezes sem o devido respeito de seus pares ou superiores. Já tive oportunidade de observar mulheres serem rebaixadas de diretoras para gerentes, agüentarem firmes por algum tempo e retornarem triunfantes ao cargo de diretoras. Conheço poucos homens capazes de engolir seus egos a ponto de aguardar uma oportunidade para se restabelecerem de um revés dentro da mesma empresa. Bravas mulheres.

Há alguns anos uma engenheira de 26 anos procurou-me porque desejava tornar-se diretora mais que qualquer outra coisa. Como não tinha direito ao processo de coaching executivo – a empresa onde trabalhava somente cobria este processo para gerentes – pagou do próprio bolso e preparou-se para quando a oportunidade surgisse, mesmo sabendo que ainda teria alguns anos pela frente na carreira técnica. Algumas mulheres são pacientes e fazem o que tiver de ser feito para ser bem-sucedidas. Arriscam.

O mais interessante é observar que além da carreira executiva ainda conseguem com inacreditável elegância serem mães, esposas e amigas.

Olhando as pesquisas recentes, o salário médio das mulheres está subindo, assim como estão ocupando postos cada vez mais relevantes nas corporações. Temos ainda os casos onde estética e competência se unem formando a mais poderosa combinação de sucesso. Como é positiva a experiência de compartilhar o mundo executivo com estas mulheres extraordinárias que vivem e lutam por suas carreiras.

Dediquemos mais que um dia, nossos melhores esforços em apoiá-las para que sigam cada vez mais longe e compartilhem seus pontos de vista, alternativas e critérios para gerar um mundo cada vez melhor e mais humano para nós, as gerações futuras, o planeta e suas espécies.

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A carreira Executiva

Silvio Celestino em 1 de Março de 2008 @ 06:00

Olhando-se de perto a carreira executiva, cada vez mais recheada de mulheres, observamos que mesmo sem estar no topo de uma corporação internacional é grande o esforço exigido.

É por vezes difícil verbalizar, mas suas ações são claras neste sentido: líderes executivos colocam seus propósitos profissionais em primeiro lugar. Seus pares, filhos, pais, questões espirituais e por vezes sua saúde ficam em segundo plano. Sem falar do estresse a que estão submetidos. Em uma agenda típica, preparam-se para a semana no domingo a tarde, viajam, participam de reuniões sucessivas, por vezes em lugares remotos e possuem inúmeras responsabilidades. Tudo isto permeado por telefonemas, infinitos e-mails e esperas sem fim em aeroportos. Há ainda os almoços e jantares definidos como oportunidades para se fechar um bom negócio.

Os riscos são imensos: a morte dos pais ocorrer à distância, cônjuge ou os filhos adoecerem sem sua presença e a própria saúde sucumbir em meio ao estresse.

Quando se fala da alternativa para sua carreira a realidade é menos auspiciosa. Por décadas se menciona a carreira em “Y” como a opção para aqueles que desejam se desenvolver sem necessariamente seguir o ramo executivo. Isto é, mantendo-se na carreira técnica e aprofundando-se cada vez mais em sua especialidade. Entretanto, são raras as oportunidades neste caminho, embora existam onde há carência de mão-de-obra em setores técnicos intensivos.

A razão para isto é que responsabilizar-se por pessoas ainda é a atividade mais relevante que se pode atribuir a alguém. E são as carreiras executivas que o fazem. Uma decisão equivocada ou mal intencionada neste cargo pode, em casos extremos, por fim a uma empresa, gerar demissões, causar prejuízos para acionistas, danos à comunidade e ao meio-ambiente. Enfim, a responsabilidade por pessoas ainda é a que paga os maiores prêmios e é bom que assim permaneça.

Embora para muitos a vida executiva seja vista como resultado do desejo daqueles que querem salários expressivos, a realidade é que a maioria tem pouco interesse nesta carreira. Afinal, trabalhar para conseguir resultados através de outras pessoas gera muitas situações frustrantes. O reconhecimento por vezes é insuficiente, tardio e não raro, pífio. As críticas são abundantes, inclusive da família, e neste cenário tem de se manter sereno, comandando e acreditando em algo que por vezes levará meses ou anos para se concretizar. Daí a importância de ser resiliente e persistente.

Afinal, o que há de inspirador nesta vida de liderança?

Executivos e executivas são líderes que constroem. Há méritos nas lideranças políticas, religiosas e militares. Mas, quer você se utilize de um computador para definição de sua estratégia ou de um microfone para suas pregações políticas ou religiosas, seguramente estará usando um recurso que somente chega às suas mãos porque algum executivo ou, cada vez mais freqüente, alguma executiva o fez.

Aquiles, o herói grego, tinha de escolher se teria uma vida pacata e esquecível ou se escreveria seu nome na história. Preferiu a segunda alternativa apesar da morte em plena juventude. A carreira executiva permite a muitas fazerem algo relevante em suas vidas: desenvolver pessoas, amadurecer, passar por duras provas de desempenho, desafios gigantescos, responsabilizar-se por milhares de pessoas, sucumbir ao fracasso e reerguer-se triunfante em uma nova oportunidade. Somente os que estão na carreira executiva poderão lançar-se em uma vida tão interessante quanto esta. Sim, a liderança executiva é acima de tudo interessante: conhecer pessoas cheias de propósitos, passar por riscos que vão de viajar de avião em meio ao caos aéreo brasileiro a experimentar um exótico prato oriental, negociar, comprometer-se até a alma com algo que não sabe se será capaz de fazer, arriscar verdadeiramente sua honra e sua credibilidade.

Parece coisa de filme e é. O líder executivo vive a versão moderna do herói e nesta trajetória evolui, amadurece, torna-se outra pessoa. Nem todos que ingressam nesta carreira têm a dimensão exata do desafio que está a sua frente. Vêem somente o dinheiro que por vezes não aparece ou não encontram tempo e preparo para usufruí-lo. Mas é uma carreira muito digna, inspiradora e relevante.

Se você realmente tem aspirações de grandeza, prepare-se e ingresse na vida executiva. Poucas carreiras são tão arriscadas, emocionantes, desafiadoras e permitem deixar um legado tão valioso quanto às destes verdadeiros líderes construtores do mundo.

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